Stranger
Things: Tales From ’85
Stranger Things: Histórias de 85
(Pode ler em paz que não tem spoiler)
Fala galera, tudo
certo?
Faz bastante tempo que
não falo de séries por aqui e como estou avaliando os novos conteúdos que farão
parte do novo site (postagem sobre Novos Rumos), estava procurando uma série que me fizesse vontade de escrever sobre,
e somente aí percebi como faz tempo que nada de bom acontece para meu gosto em
séries...
Não é que eu seja tão
exigente ou seletivo assim, eu gosto de bastante porcaria mesmo 😝, mas nem assim algo estava chamando minha atenção. Nem mesmo a temporada final de
Stranger Things despertou grande interesse, claro que eu queria ver e finalizar
de vez a série que durante três temporadas foi minha favorita de todos os
tempos, mas nada desesperador. Ainda bem, pois mesmo que eu tenha mais gostado do que
desgostado, a decepção foi inevitável.

Poster Season 5 - Fonte: Divulgação
Eu entendo que a época
é outra, que aquela ‘novidade de coisas velhas’ trazidas pela primeira
temporada já passou e que a memória afetiva geralmente nos prega peças deixando
as coisas muito melhores na lembrança do que realmente eram, mas a degringolada
galopante da decadência das duas últimas temporadas era gritante demais... Já na
quarta temporada era visível que a turminha mais amada de Hawkins não estava
mais curtindo aquilo tudo (na verdade isso já dava para começar a perceber na
terceira temporada). A quinta temporada foi a grande demonstração de que tudo
estava sendo feito pela obrigação e pelo capital.
Não vou ficar
criticando interpretação de um ou de outro, cara, essa realmente não é minha
intenção, mas é impossível não perceber a má vontade de grande parte do elenco
em boa parte dessa última temporada, a turma já não estava mais tão legal assim
e a falta de sinergia foi escancarada entre eles. Durante os
episódios eu não conseguia deixar de pensar no Harrison Ford e sua visível má
vontade em fazer Han Solo ou Indiana Jones nos últimos filmes, estar em um
lugar por pura obrigação ou necessidade é realmente horrível. Participar de
algo sem curtir é literalmente o fim.
Bem, vamos voltar ao
que me chamou a atenção para escrever: As Histórias de 85
Não dá negar que Stranger Things foi o fenômeno que redefiniu a nostalgia e parte da estética de suspense na última década e agora está prestes a nos dar um ‘novo capítulo’: A Netflix anunciou oficialmente a estreia de Stranger Things: Tales From ’85, será uma série animada que expande o universo criado pelos irmãos Duffer, e terá estreia em 23 de abril de 2026.
A animação tentará resolver o problema da Netflix em
relação ao envelhecimento e má vontade do elenco (😜), mas ao mesmo tempo pode criar ao menos mais um problema gerando furos no rolê principal da série.
Por exemplo, já sabemos que haverá ao menos uma nova personagem ao lado de El e
sua galerinha, mas como será explicada sua aparição e principalmente seu sumiço
quando o rolê da animação emendar com o rolê da série principal é algo que já
começa a trazer preocupações.
Falando da nova
personagem, ela será Nikki Baxter e foi descrita como como uma
"inventora" de moicano rosa, que promete ser fundamental na luta
contra as ameaças que emergem do solo congelado.
E isso nos leva ao
período em que a animação se passará:
O Retorno ao Inverno de 1985
A série animada
funcionará como uma "história não contada" e estará situada em um
momento crucial da cronologia original: o inverno de 1985. Sendo assim já
percebemos que os eventos ocorrem no intervalo entre a 2ª e a 3ª temporada,
logo após a galerinha ter fechado o portal do Mundo Invertido, mas antes da
inauguração do Shopping Starcourt.
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| Fonte: Divulgação |
Nesse período, Hawkins
está sob um inverno rigoroso, e os heróis — Eleven, Mike, Will, Dustin, Lucas e
Max — tentam uma “vida normal" entre sessões de Dungeons & Dragons
e batalhas de bolas de neve. No entanto, como bem sabemos pelos eventos gerais
da série original, a calmaria em Hawkins é sempre o prenúncio de uma tempestade
paranormal. Algo terrível desperta sob o gelo.
Originalmente, os
irmãos Duffer imaginaram o projeto com um estilo "desenhos de sábado de
manhã" dos anos 80, como He-Man (um ótimo exemplo sobre como a
memória afetiva deixa as coisas melhores do que realmente eram) e Scooby-Doo.
Entretanto, durante o desenvolvimento liderado pelo showrunner Eric Robles,
a equipe percebeu que o tom de Stranger Things exigia algo menos doce e
inocente, Stranger Things deve ter boas doses de peso chegando muito perto de
ser viceral. Criou-se então uma animação em CG de alta qualidade com um toque
estilizado, inspirado na arte de Meybis Ruiz Cruz (ArtStation dela aqui). Segundo as declarações, os
personagens manterão suas características icônicas, mas ganharão uma expressividade
(galera, sem maldade) que permitirá explorar temas sombrios e perigos reais —
afinal, a série já avisou: neste novo formato, nem todos podem sobreviver.
Vale dizer que os
atores originais não foram chamados para dublar suas versões animadas, ainda
não sei dizer se isso será bom ou ruim, apenas posso dizer que nesse momento
isso não está me importando.
Blz, mas e aí? Vai valer a pena? Bom, aí somente o tempo para dizer. Honestamente eu espero que seja legal, vou assistir esperando me divertir e sem esperar grande impacto, aprendi que com a produção de conteúdo visual atual, manter altas expectativas pode destruir a experiência final.
Você pode não ter
gostado das três últimas temporadas, ou das duas últimas como é o meu caso, mas
temos que concordar que quando estreou em 2016, Stranger Things não foi
apenas mais uma série pretenciosa na Netflix; foi uma declaração de amor ao
cinema de Spielberg, Stephen King e John Carpenter. A série resgatou de maneira
carinhosa e nostálgica, para velhinhos como eu, a estética dos anos 80 — dos walkie-talkies
às bicicletas BMX, passando pelos grupinhos de amigos jogando RPG, indo a
fliperamas e videolocadoras — e transformou o "Mundo Invertido" em um
conceito cultural onipresente.
Mais do que monstros
de CGI (como o Demogorgon ou o Devorador de Mentes), a força da série, mesmo
que perdida nos últimos anos, sempre esteve na dinâmica de grupo e no
crescimento emocional de Eleven e seus amigos. A animação pretende capturar
justamente essa essência: o poder da amizade contra o desconhecido, mantendo
viva a chama de uma franquia que se tornou o maior pilar da Netflix.
Então, preparem seus Eggos,
sincronizem seus relógios e sintonizem seus rádios. O inverno em Hawkins está
chegando, e desta vez, o mistério ganha cores e traços que prometem honrar cada
segundo da jornada original.
Assista ao Teaser :
Sempre é bom saber
mais:
· Meybis Ruiz Cruz no ArtStation
E aí, qual sua opinião
sobre Stranger Things e essa nova animação? Deixa seu comentário. Se gostou,
considere compartilhar a postagem para dar aquela moralzinha ao canal.
Falooou!












