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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Stranger Things: Tales From ’85

 

Stranger Things: Tales From ’85

Stranger Things: Histórias de 85

(Pode ler em paz que não tem spoiler)


Fala galera, tudo certo?

    Faz bastante tempo que não falo de séries por aqui e como estou avaliando os novos conteúdos que farão parte do novo site (postagem sobre Novos Rumos), estava procurando uma série que me fizesse vontade de escrever sobre, e somente aí percebi como faz tempo que nada de bom acontece para meu gosto em séries...

    Não é que eu seja tão exigente ou seletivo assim, eu gosto de bastante porcaria mesmo 😝, mas nem assim algo estava chamando minha atenção. Nem mesmo a temporada final de Stranger Things despertou grande interesse, claro que eu queria ver e finalizar de vez a série que durante três temporadas foi minha favorita de todos os tempos, mas nada desesperador. Ainda bem, pois mesmo que eu tenha mais gostado do que desgostado, a decepção foi inevitável.


Poster Season 5 - Fonte: Divulgação


    Eu entendo que a época é outra, que aquela ‘novidade de coisas velhas’ trazidas pela primeira temporada já passou e que a memória afetiva geralmente nos prega peças deixando as coisas muito melhores na lembrança do que realmente eram, mas a degringolada galopante da decadência das duas últimas temporadas era gritante demais... Já na quarta temporada era visível que a turminha mais amada de Hawkins não estava mais curtindo aquilo tudo (na verdade isso já dava para começar a perceber na terceira temporada). A quinta temporada foi a grande demonstração de que tudo estava sendo feito pela obrigação e pelo capital.

    Não vou ficar criticando interpretação de um ou de outro, cara, essa realmente não é minha intenção, mas é impossível não perceber a má vontade de grande parte do elenco em boa parte dessa última temporada, a turma já não estava mais tão legal assim e a falta de sinergia foi escancarada entre eles. Durante os episódios eu não conseguia deixar de pensar no Harrison Ford e sua visível má vontade em fazer Han Solo ou Indiana Jones nos últimos filmes, estar em um lugar por pura obrigação ou necessidade é realmente horrível. Participar de algo sem curtir é literalmente o fim.

    Bem, vamos voltar ao que me chamou a atenção para escrever: As Histórias de 85

Não dá negar que Stranger Things foi o fenômeno que redefiniu a nostalgia e parte da estética de suspense na última década e agora está prestes a nos dar um ‘novo capítulo’: A Netflix anunciou oficialmente a estreia de Stranger Things: Tales From ’85, será uma série animada que expande o universo criado pelos irmãos Duffer, e terá estreia em 23 de abril de 2026.

     A animação tentará resolver o problema da Netflix em relação ao envelhecimento e má vontade do elenco (😜), mas ao mesmo tempo pode criar ao menos mais um problema gerando furos no rolê principal da série. Por exemplo, já sabemos que haverá ao menos uma nova personagem ao lado de El e sua galerinha, mas como será explicada sua aparição e principalmente seu sumiço quando o rolê da animação emendar com o rolê da série principal é algo que já começa a trazer preocupações.

    Falando da nova personagem, ela será Nikki Baxter e foi descrita como como uma "inventora" de moicano rosa, que promete ser fundamental na luta contra as ameaças que emergem do solo congelado.

E isso nos leva ao período em que a animação se passará:

O Retorno ao Inverno de 1985

    A série animada funcionará como uma "história não contada" e estará situada em um momento crucial da cronologia original: o inverno de 1985. Sendo assim já percebemos que os eventos ocorrem no intervalo entre a 2ª e a 3ª temporada, logo após a galerinha ter fechado o portal do Mundo Invertido, mas antes da inauguração do Shopping Starcourt.


Fonte: Divulgação


    Nesse período, Hawkins está sob um inverno rigoroso, e os heróis — Eleven, Mike, Will, Dustin, Lucas e Max — tentam uma “vida normal" entre sessões de Dungeons & Dragons e batalhas de bolas de neve. No entanto, como bem sabemos pelos eventos gerais da série original, a calmaria em Hawkins é sempre o prenúncio de uma tempestade paranormal. Algo terrível desperta sob o gelo.

    Originalmente, os irmãos Duffer imaginaram o projeto com um estilo "desenhos de sábado de manhã" dos anos 80, como He-Man (um ótimo exemplo sobre como a memória afetiva deixa as coisas melhores do que realmente eram) e Scooby-Doo. Entretanto, durante o desenvolvimento liderado pelo showrunner Eric Robles, a equipe percebeu que o tom de Stranger Things exigia algo menos doce e inocente, Stranger Things deve ter boas doses de peso chegando muito perto de ser viceral. Criou-se então uma animação em CG de alta qualidade com um toque estilizado, inspirado na arte de Meybis Ruiz Cruz (ArtStation dela aqui). Segundo as declarações, os personagens manterão suas características icônicas, mas ganharão uma expressividade (galera, sem maldade) que permitirá explorar temas sombrios e perigos reais — afinal, a série já avisou: neste novo formato, nem todos podem sobreviver.

    Vale dizer que os atores originais não foram chamados para dublar suas versões animadas, ainda não sei dizer se isso será bom ou ruim, apenas posso dizer que nesse momento isso não está me importando.

    Blz, mas e aí? Vai valer a pena? Bom, aí somente o tempo para dizer. Honestamente eu espero que seja legal, vou assistir esperando me divertir e sem esperar grande impacto, aprendi que com a produção de conteúdo visual atual, manter altas expectativas pode destruir a experiência final.

    Você pode não ter gostado das três últimas temporadas, ou das duas últimas como é o meu caso, mas temos que concordar que quando estreou em 2016, Stranger Things não foi apenas mais uma série pretenciosa na Netflix; foi uma declaração de amor ao cinema de Spielberg, Stephen King e John Carpenter. A série resgatou de maneira carinhosa e nostálgica, para velhinhos como eu, a estética dos anos 80 — dos walkie-talkies às bicicletas BMX, passando pelos grupinhos de amigos jogando RPG, indo a fliperamas e videolocadoras — e transformou o "Mundo Invertido" em um conceito cultural onipresente.

    Mais do que monstros de CGI (como o Demogorgon ou o Devorador de Mentes), a força da série, mesmo que perdida nos últimos anos, sempre esteve na dinâmica de grupo e no crescimento emocional de Eleven e seus amigos. A animação pretende capturar justamente essa essência: o poder da amizade contra o desconhecido, mantendo viva a chama de uma franquia que se tornou o maior pilar da Netflix.

    Então, preparem seus Eggos, sincronizem seus relógios e sintonizem seus rádios. O inverno em Hawkins está chegando, e desta vez, o mistério ganha cores e traços que prometem honrar cada segundo da jornada original.

 

Assista ao Teaser :



Sempre é bom saber mais:

·         IMDb Stranger Things

·         TUDUM by Netflix

·         Meybis Ruiz Cruz no ArtStation

 

    E aí, qual sua opinião sobre Stranger Things e essa nova animação? Deixa seu comentário. Se gostou, considere compartilhar a postagem para dar aquela moralzinha ao canal.

Falooou!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Mr. Robot


Mr. Robot  estreou nos EUA em 24 de junho de 2.015 no canal USA e no Brasil teve seu primeiro episódio exibido pelo canal Space. A série é uma espécie de thriller-cyberpunk-dramático cheio de referências a todas aquelas coisas legais que os RPGistas dos anos 90 adoravam e continuam atuais até os dias de hoje (o que faz com que os jovens acreditem que tudo o que gostam hoje é novidade hehehe).
Realmente Mr. Robot é uma das séries mais legais que já acompanhei, embora em nossa pátria tenha sido exibido até o encerramento desta matéria (sempre quis escrever isto haha) apenas o primeiro episódio, felizmente eu pude assistir todos os 10 episódios da primeira temporada e, posso afirmar sem medo que em meu conceito Mr. Robot está abaixo apenas de Arquivo-X. Isto coloca esta jovem série na segunda posição na minha lista das “5 Séries Favoritas de Todos os Tempos” ou 5SFTT.
Para mim foi impossível assistir cada episódio sem identificar fatores ‘RPGísticos’ e resquícios de GURPS Cyberpunk, Cyberpunk 2020, The Matrix, GURPS Iluminatti, V for Vendetta e claro todas as teorias da conspiração e tudo o que você já leu ou assistiu sobre as mega corporações tecnocratas e controladoras, enfim, na mesma proporção que é uma experiência prazerosa e empolgante assistir cada episódio é confuso também, pois os problemas psicológicos do protagonista (“Fuck society!”), que realmente está com uma cara de doido muito convincente, acabam por nos confundir, mas uma confusão boa e intrigante levando até o telespectador todo aquele sentimento grudento e desconcertante sobre o que é o mundo real e o que não passa de... Digamos... Matrix?

fsociety
Todos que já acompanham o blog sabem que toda vez que escrevo sobre uma série, filme ou HQ não fico dando detalhes sobre a produção e etc. eu procuro sempre tentar passar uma impressão pessoal e deixar o leitor livre para escolher se quer ou não conferir e formar uma opinião com o menor grau de indução possível, esta postura se deve ao fato de eu ler o menos possível sobre uma série antes de pelo menos começar a assisti-la, o mesmo se dá com os “filmes do momento”, eu nunca os assisto em uma estréia, muito menos em pré-estréia, não recrimino quem o faz eu apenas não gosto de ir para a sala de cinema enquanto existe toda uma comoção que possa influenciar minha opinião... Chatice de velho na verdade... (É isso mesmo meus amigos, eu não vou assistir Star Wars na première).
Quebrando minhas regras e costumes, desta vez vai ter na matéria um pouquinho de personagens, atores e mais alguns spoilers.

Sinopse

A série nos coloca dentro da vida conturbada, conflitante e confusa de Elliot (Rami Malek, de The Pacific), um jovem programador que sofre de uma desordem que o torna anti-social. Acreditando que a única forma de se conectar com as pessoas é hackeando suas vidas, ele alia seu conhecimento ao fato de trabalhar em uma empresa de segurança online para proteger aqueles que ele ama daqueles que tentam, de alguma forma, prejudicá-los.
As atividades e habilidades de hacker vigilante de Elliot chamam a atenção de Mr. Robot, ao menos inicialmente é o que parece, (Christian Slater, de Mind Games), um misterioso anarquista que convida Elliot a fazer parte de uma organização, a fsociety, que atua na ilegalidade com o objetivo de derrubar as corporações americanas, sendo um destes alvos uma das maiores corporações do mundo, a E Corp (chamada de "Evil Corp" por Elliot), uma empresa que Elliot é pago para proteger em seu trabalho na Allsafe.

          Elenco

No elenco podemos ver também:

Frances Shaw (Mixology), como Shayla, uma hipster vizinha de Elliot;
Gloria Reuben (Plantão Médico, Raising the Bar), como Krista, terapeuta de Elliot que faz de tudo para quebrar o silêncio que ele sustenta todas as vezes que faz uma sessão;
Portia Doubleday (Mr. Sunshine), como Angela, amiga de infância de Elliot que trabalha como contadora na AllSafe Cyber Security Firm;
Carly Chaikin (Suburgatory), como Marlene, uma hispter especialista em criar malwares;
Martin Wallstrom, como Tyrell, um executivo que coloca em prática um plano maquiavélico para se tornar chefe do departamento de tecnologia de uma empresa;
Stephanie Corneliussen (Hello Ladies: The Movie), como Joanna, a ambiciosa esposa de Tyrell;
Elliot Villar (Gotham, The Blacklist), como Fernando Vera, um empresário e traficante de drogas;
Azhar Khan (Veep), como Mobley, especialista em servidores de internet contatado por Mr. Robot;
Ron Cephas Jones (Banshee, The Blacklist), como Romero, um biohacker cínico e crítico, que passou anos preso;
Michael Drayer (The Sopranos, The Following), como Cisco, um hacker que trabalha junto com o Dark Army, um grupo de hackers chineses.

          Produção


A produção é da Universal Cable Productions. A USA Network deu uma ordem ao episódio piloto de Mr. Robot em julho de 2014, e pegou-o à série com uma ordem de 10 episódios em dezembro de 2014. A produção começou em Nova Iorque, em 13 de abril de 2015. Mr. Robot foi renovada para uma segunda temporada, que terá o mínimo de 10 episódios.

Elliot: Hacker, vigilante e doido...