A Mulher Sem Expressão
Fala pessoal, vamos para mais uma postagem? Como parte da idéia de revisitar textos antigos do blog, leia sobre clicando aqui, tenho passados boas horas revendo postagens separando aquelas que eu acho que merecem um tratamento mais atual e cuidadoso, e entre conteúdos antigos, suspensos e muitos outros que realmente não valem a pena tentar fazer algo por eles agora a creepypasta "A Mulher Sem Expressão", que na época coloquei o título apenas como "A Expessão" me chamou a atenção merecendo ser atualizada.
Antes de começarmos, quero agradecer a vocês que estão acessando, lendo e enviando comentários. Obrigado de coração, isso me ajuda a manter a cabeça no lugar e a continuar levando o blog adiante mesmo com todas adversidades e dificuldades que a própria internet coloca para nós que somente sabemos contar histórias escritas, não somos exímios produtores de vídeos verticais e ainda por cima somos tímidos demais para aparecer em telas 😓. O apoio que aos poucos vou voltando a receber nos trabalhos do blog realmente fazem uma grande diferença na minha vida e, espero sinceramente que também possa fazer alguma diferença na vida de vocês.
Bom, sem mais demora, vamos lá!
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| A Mulher Sem Expressão, Hospital Cedar-Senai - 1.972 |
Em junho de 1972, uma
mulher apareceu no Hospital Cedar-Senai, usando vestes brancas manchadas de
sangue. Isso não era estranho para um hospital onde as pessoas davam entrada em
condições extremas devido a acidentes, por exemplo. Porém, duas coisas teriam
feito com que as pessoas que viram essa mulher sentissem desconforto, náuseas e
uma grande necessidade de se afastar dela.
A primeira é que ela
não parecia exatamente humana. Ela se parecia com um manequim, mas tinha a fluidez
de movimentos de um ser humano normal. Seu rosto era fiel às feições humanas,
assim como um bom manequim, também como uma fiel boneca de cera a estranha
figura que adentrara ao hospital não apresentava sobrancelhas e nem qualquer
sinal ou marca de expressão. A segunda é que havia um pequeno filhote de gato
preso em suas mandíbulas, tão fortemente apertado, que não se via nenhum dente
enquanto o sangue ainda escorria do filhote para o vestido, enquanto atendentes
do hospital ainda relutavam em se aproximar ela puxou o filhote para fora de
sua boca e o jogou de lado desmaiando logo em seguida.
Desde o momento em que
entrou no hospital até ser levada para um quarto ela estava completamente
calma, sem expressão e imóvel. Mesmo assim os médicos acharam melhor
imobilizá-la até que a polícia, já aletada e chamada até o local, pudesse
chegar. A equipe de atendimento do hospital não foi capaz de obter qualquer
tipo de resposta da mulher e a maioria dos membros da equipe se sentia muito
desconfortável em olhar diretamente para ela.
Tão logo os
enfermeiros a colocaram na cama e iniciaram o afivelar da imobilização ao leito,
ela reagiu com uma força descomunal. Dois membros da equipe tiveram que
segurá-la enquanto a mulher forçava o corpo para levantar-se mantendo no rosto a
mesma expressão vazia. Enquanto enfermeiros tentavam conter a estranha figura,
ela voltou a atenção para o que médico preparava uma sedação, sua face até
então imóvel e sem expressão se contorceu e inesperadamente exibiu um sorriso,
um sorriso perturbador que fazia com que ela parecesse ainda mais assustadora
ao revelar seus dentes longos e pontiagudos como os de uma fera.
Uma médica que acabara
de entrar no quarto gritou aterrorizada prostrando-se em um canto, enquanto o
restante da equipe vacilava no intento de manter a mulher imobilizada. O médico
que estava pronto para aplicar a sedação, vendo o sorriso sádico de dentes
afiados perguntou quase que de maneira retórica: “Que diabos é você?” Ela
inclinou o pescoço para observá-lo, ainda sorrindo. Houve uma longa pausa, a
segurança já alertada podia ser ouvida correndo pelo corredor.
A mulher se lançou
para frente, afundando os dentes na garganta do médico, dilacerando-a
profundamente, todos se afastaram assustados enquanto o médico caia no chão engasgando-se
com seu próprio sangue. Ela se levantou e inclinou sobre ele, aproximando seu
rosto do dele, enquanto a vida do médico se esgotava em agonia. Então, com uma
voz cavernosa ela disse como se estivesse respondendo à pergunta que o médico
fizera segundos antes: “Eu…sou…Deus”.
Os olhos do médico se apagaram,
sua agonia havia terminado. Amedrontados e encolhidos pelos cantos do quarto os
membros da equipe médica observavam a mulher que calmamente se afastava indo de
encontro aos seguranças... Nenhum desses seguranças sobreviveu. Uma das enfermeiras, mais
tarde, durante seu depoimento às investigações, chamou aquela grotesca figura de
“A Mulher Sem Expressão”, ela nunca mais foi vista.

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